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São 5135 trabalhadores da indústria do tomate em Portugal, entre empregos directos e indirectos, que estão em risco se a proposta de Bruxelas for avante. A conclusão é de um estudo, apresentado ontem pela Associação dos Industriais do Tomate (AIT), tendo em conta a iniciativa da Comissão Europeia para o novo modelo de incentivos no sector horto-frutícola. De acordo com a associação, o novo modelo de ajudas – único e desligado da produção, onde os produtores serão pagos mesmo que não produzam – vai fazer com que, a curto prazo, a indústria acabe. “O produtor vai deixar de produzir, porque basta-lhe cumprir as boas práticas ambientais para receber o incentivo”, disse Miguel Cambezes, secretário-geral da AIT. A campanha de 2005-2006 facturou cerca de 130 milhões de euros, tendo sido produzidos 1210 mil toneladas. “No ano passado recebemos 36 milhões de euros. No futuro prevemos que vamos receber cerca de 30,5 milhões”, explicou Miguel Cambezes. Com 748 agricultores, Portugal é o segundo maior produtor mundial de tomate, depois da Califórnia. |
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