Contracorrente
Alternativas à Globalização Neoliberal
Blog do Corcunda

Nacional
Privados passam a gerir dinheiro da Segurança Social
Sábado, 10 de Março de 2007


O secretário de Estado,
Pedro Marques (à direita)

O Governo vai encarregar entidades privadas de fundos de pensões de gerirem dez por cento (600 milhões de euros) do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.

Afonso Pires Diz, presidente do SNQTB – Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários, declarou que tal decisão do Governo “é o reconhecimento de que os privados têm mais profissionalismo e mais eficiência na capitalização dessa verba do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.”

Segundo Afonso Pires Diz, tal atitude do Governo, “no contexto nacional, é inovadora. Agora, o Governo deve ser consequente: entregar aos mais aptos a gestão do que é de todos nós e não sempre aos mesmos.”

O dirigente sindical defende que o Executivo “deve entregar a gestão dessa verba não em função de critérios de dimensão, mas de rendibilidades. Se o Governo quiser privilegiar os bancos, não contem connosco.” E deu o exemplo da SGF – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, que, apesar de não ter a dimensão de uma Merrill Lynch, de uma Goldman Sachs, de uma Schroders, “apresenta rendibilidades de vários produtos que ultrapassam as da média dos mercados nacional e internacional.”

Conforme afirmou o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, a gestão de 600 milhões de euros de reservas públicas será através de concursos com “regras rigorosas”. Acrescentou que será publicada legislação sobre a matéria e que “o Governo pretende que se consiga um maior valor e mais recursos para as poupanças do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.”

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